A gestão dos fatores de riscos psicossociais integra o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) previsto na NR-01 – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, exigindo das organizações a identificação, avaliação e controle das condições de trabalho que possam impactar a saúde mental e física dos trabalhadores.
Os riscos psicossociais compreendem aspectos relacionados à organização do trabalho, às exigências produtivas, às relações interpessoais, à liderança, ao reconhecimento profissional, à comunicação e às condições estruturais do ambiente organizacional. Quando não adequadamente monitorados e geridos, tais fatores podem contribuir para o desenvolvimento de estresse ocupacional, sofrimento psíquico, absenteísmo, rotatividade e queda de desempenho.
O presente relatório apresenta os resultados obtidos por meio da aplicação do DRPS – Diagnóstico de Riscos Psicossociais, instrumento técnico estruturado para rastreamento organizacional dos fatores psicossociais relacionados ao trabalho, com análise integrada de dados quantitativos e qualitativos e classificação de risco conforme parâmetros da NR-01.
Este relatório tem por objetivo estruturar e sistematizar a análise dos fatores de riscos psicossociais identificados na organização avaliada, classificando-os conforme gravidade e probabilidade de ocorrência, de modo a subsidiar a tomada de decisão, a definição de prioridades de intervenção e a integração dos resultados ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
A análise considera as particularidades da organização, seu contexto produtivo, cultura interna, modelo de gestão e características específicas dos setores avaliados.
A metodologia empregada fundamenta-se em referenciais consolidados da psicodinâmica do trabalho, estudos sobre estresse ocupacional e diretrizes normativas nacionais e internacionais sobre riscos psicossociais relacionados ao trabalho.
O DRPS configura-se como instrumento técnico de rastreamento organizacional, destinado à identificação de fatores de risco em nível coletivo, não se tratando de instrumento clínico individual. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário estruturado em formato digital, assegurando anonimato, confidencialidade e tratamento agregado das informações, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
O instrumento organiza-se em 13 eixos temáticos:
As respostas foram registradas em escala do tipo Likert, variando de 0 a 4, conforme frequência percebida (0 = Nunca; 4 = Sempre). Itens de natureza protetiva foram corrigidos por lógica invertida, de modo que a pontuação final represente coerentemente o nível de exposição ao risco.
Após a coleta, as respostas são convertidas em valores numéricos (0 a 4) para análise. Para cada eixo temático, a gravidade é classificada como Baixa (média ≤ 1,0), Média (entre 1,0 e 3,0) ou Alta (≥ 3,0), com base no cálculo simples de média. Essas médias são então classificadas em Baixo, Médio ou Alto risco.
A probabilidade é definida a partir de avaliação qualitativa realizada pelo Implementador NR-1, que em entrevistas ou atos observacionais coleta dados dos setores analisados. A classificação qualitativa segue: Alta (≥ 3) · Média (= 2) · Baixa (≤ 1), com base em:
Frequência + Histórico + Recursos = Probabilidade
Para cada fator de risco psicossocial, a gravidade e a probabilidade de ocorrência são avaliadas conforme a escala da NR-01. Foram utilizados questionários validados, com base em modelos reconhecidos pela OMS e INSS, e por instrumentos de avaliação psicológica aplicados em organizações. As perguntas abordam fatores psicossociais como assédio, sobrecarga de trabalho, metas e autonomia, entre outros.
Para a análise qualitativa, são utilizados os seguintes critérios:
Esses critérios são utilizados para classificar a probabilidade de ocorrência dos riscos, ajudando a identificar quais fatores exigem mais atenção.
Utilizando a matriz NR-01, combinam-se as médias de gravidade e probabilidade para gerar a classificação final do risco para cada setor: Baixo · Médio · Alto · Crítico.
A aplicação do DRPS seguiu fluxo técnico estruturado, garantindo consistência metodológica, confidencialidade das informações e adequação às diretrizes do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
A excelência da metodologia aplicada no DRPS fundamenta-se na integração estruturada entre análise quantitativa e qualitativa, alinhada às diretrizes da NR-01. A utilização da matriz de risco para classificação final assegura coerência com critérios normativos e favorece a priorização proporcional das intervenções.
Sumário Executivo
O diagnóstico identificou nível de risco geral Médio na organização. O fator D10 (Excesso de demandas — Sobrecarga) apresentou o maior índice de gravidade, classificado como Crítico, correlacionado com relatos de jornadas prolongadas e acúmulo de funções. Os fatores D2 (Falta de suporte) e D6 (Baixo controle) também requerem atenção prioritária. Fatores protetivos foram identificados nos fatores D9 e D8, demonstrando resiliência organizacional nesses eixos.
| Implementador NR-1: Giovana Tailani de Lima Ramos | CRP: XX/XXXXX |
|---|---|
| IDENTIFICAÇÃO | |
| CNPJ: 00.000.000/0001-00 | Data de Elaboração: 01/06/2026 |
| Setor: Tecnologia da Informação | |
| Funções: Analista de Sistemas, Desenvolvedor, Suporte Técnico | |
| Quantidade de Trabalhadores na Função: 12 | Empresa: TechMídia Soluções Ltda. |
| Fatores de Risco | Fontes Geradoras do Risco | Gravidade | Probabilidade | Matriz Risco |
|---|---|---|---|---|
| Assédio de qualquer natureza no trabalho | Cultura permissiva; ausência de canal de denúncia; liderança despreparada. | Média | Média | Médio |
| Falta de suporte/apoio no trabalho | Liderança ausente; falta de escuta; RH pouco atuante. | Média | Alta | Alto |
| Má gestão de mudanças organizacionais | Comunicação inadequada; mudanças abruptas; instabilidade. | Média | Média | Médio |
| Baixa clareza de papel/função | Ordens contraditórias; comunicação confusa; atribuições sobrepostas. | Média | Média | Médio |
| Baixas recompensas e reconhecimento | Ausência de feedback; foco exclusivo em metas. | Média | Média | Médio |
| Baixo controle no trabalho / Falta de autonomia | Microgestão; centralização de decisões; baixa confiança na equipe. | Média | Alta | Alto |
| Baixa justiça organizacional | Critérios pouco transparentes; favorecimento; decisões pouco claras. | Média | Média | Médio |
| Eventos violentos ou traumáticos | Falta de protocolos de segurança; ausência de treinamento. | Baixa | Baixa | Baixo |
| Baixa demanda no trabalho (Subcarga) | Subutilização de competências; funções pouco desafiadoras. | Baixa | Média | Baixo |
| Excesso de demandas (Sobrecarga) | Metas irrealistas; equipe insuficiente; jornadas prolongadas; acúmulo de funções. | Alta | Alta | Crítico |
| Maus relacionamentos no local de trabalho | Comunicação agressiva; rivalidade interna; liderança despreparada. | Média | Média | Médio |
| Trabalho em condições de difícil comunicação | Turnos desalinhados; distância física; fluxo de informação inadequado. | Média | Média | Médio |
| Trabalho remoto e isolado | Isolamento social; falta de acompanhamento; comunicação exclusivamente digital. | Média | Média | Médio |
A análise das médias obtidas por eixo indicou que os fatores relacionados a excesso de demandas e baixo controle apresentaram maior nível de gravidade, classificados como Crítico e Alto respectivamente. Observou-se que tais resultados se correlacionam com relatos recorrentes de sobrecarga em períodos de entrega, identificados durante entrevistas técnicas. Os fatores relacionados a relacionamentos e comunicação apresentaram classificação média, sugerindo necessidade de monitoramento.
A seguir, apresentam-se os resultados obtidos no(s) setor(es) avaliado(s), com descrição integrada dos dados quantitativos e da análise qualitativa realizada.
A análise das médias obtidas por eixo indicou que os fatores relacionados a apresentaram maior nível de gravidade, classificados como . Observou-se que tais resultados se correlacionam com relatos recorrentes de , identificados durante entrevistas técnicas e/ou observação contextual.
Os fatores relacionados a apresentaram classificação média, sugerindo necessidade de monitoramento e possíveis ajustes organizacionais.
No que se refere à probabilidade de ocorrência, a análise considerou a frequência dos relatos, a recorrência histórica de situações semelhantes e a existência (ou ausência) de medidas formais de controle. Constatou-se que apresenta probabilidade classificada como , implicando risco final classificado como conforme matriz de risco.
De modo geral, verificou-se convergência entre os dados quantitativos do questionário e os achados qualitativos, especialmente no que se refere a . Eventuais divergências observadas foram analisadas considerando fatores contextuais específicos do setor.
Observou-se ainda a presença de fatores protetivos relacionados a , que podem atuar como elementos moderadores do risco, devendo ser fortalecidos nas estratégias de intervenção.
Com base na classificação dos fatores de riscos psicossociais identificados, especialmente aqueles enquadrados como Alto ou Crítico, torna-se necessária a implementação de medidas preventivas proporcionais ao nível de exposição identificado.
Ordenadas por prioridade · Sujeitas à validação e ajuste do Implementador NR-1.
A análise realizada evidencia que os fatores de riscos psicossociais identificados na organização demandam atenção técnica proporcional à sua classificação final. Os riscos classificados como Alto ou Crítico requerem priorização de medidas estruturadas, com definição clara de respons