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NR-01 · DRPS · 2026
Relatório
DRPS NR-01
Diagnóstico de Riscos Psicossociais
TechMídia Soluções Ltda.
CNPJ 00.000.000/0001-00 · Rio de Janeiro/RJ
Data
01/06/2026
Respondentes
28
Risco
Médio
Fatores
13

Conteúdo do Relatório

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1. Introdução

A gestão dos fatores de riscos psicossociais integra o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) previsto na NR-01 – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, exigindo das organizações a identificação, avaliação e controle das condições de trabalho que possam impactar a saúde mental e física dos trabalhadores.

Os riscos psicossociais compreendem aspectos relacionados à organização do trabalho, às exigências produtivas, às relações interpessoais, à liderança, ao reconhecimento profissional, à comunicação e às condições estruturais do ambiente organizacional. Quando não adequadamente monitorados e geridos, tais fatores podem contribuir para o desenvolvimento de estresse ocupacional, sofrimento psíquico, absenteísmo, rotatividade e queda de desempenho.

O presente relatório apresenta os resultados obtidos por meio da aplicação do DRPS – Diagnóstico de Riscos Psicossociais, instrumento técnico estruturado para rastreamento organizacional dos fatores psicossociais relacionados ao trabalho, com análise integrada de dados quantitativos e qualitativos e classificação de risco conforme parâmetros da NR-01.

2. Objetivo

Este relatório tem por objetivo estruturar e sistematizar a análise dos fatores de riscos psicossociais identificados na organização avaliada, classificando-os conforme gravidade e probabilidade de ocorrência, de modo a subsidiar a tomada de decisão, a definição de prioridades de intervenção e a integração dos resultados ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

A análise considera as particularidades da organização, seu contexto produtivo, cultura interna, modelo de gestão e características específicas dos setores avaliados.

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3. Metodologia

A metodologia empregada fundamenta-se em referenciais consolidados da psicodinâmica do trabalho, estudos sobre estresse ocupacional e diretrizes normativas nacionais e internacionais sobre riscos psicossociais relacionados ao trabalho.

O DRPS configura-se como instrumento técnico de rastreamento organizacional, destinado à identificação de fatores de risco em nível coletivo, não se tratando de instrumento clínico individual. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário estruturado em formato digital, assegurando anonimato, confidencialidade e tratamento agregado das informações, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

O instrumento organiza-se em 13 eixos temáticos:

As respostas foram registradas em escala do tipo Likert, variando de 0 a 4, conforme frequência percebida (0 = Nunca; 4 = Sempre). Itens de natureza protetiva foram corrigidos por lógica invertida, de modo que a pontuação final represente coerentemente o nível de exposição ao risco.

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3.2 Cálculo de Gravidade

Após a coleta, as respostas são convertidas em valores numéricos (0 a 4) para análise. Para cada eixo temático, a gravidade é classificada como Baixa (média ≤ 1,0), Média (entre 1,0 e 3,0) ou Alta (≥ 3,0), com base no cálculo simples de média. Essas médias são então classificadas em Baixo, Médio ou Alto risco.

3.3 Definição da Probabilidade

A probabilidade é definida a partir de avaliação qualitativa realizada pelo Implementador NR-1, que em entrevistas ou atos observacionais coleta dados dos setores analisados. A classificação qualitativa segue: Alta (≥ 3) · Média (= 2) · Baixa (≤ 1), com base em:

Frequência + Histórico + Recursos = Probabilidade

3.4 Escalas e Questionários Utilizados

Para cada fator de risco psicossocial, a gravidade e a probabilidade de ocorrência são avaliadas conforme a escala da NR-01. Foram utilizados questionários validados, com base em modelos reconhecidos pela OMS e INSS, e por instrumentos de avaliação psicológica aplicados em organizações. As perguntas abordam fatores psicossociais como assédio, sobrecarga de trabalho, metas e autonomia, entre outros.

Para a análise qualitativa, são utilizados os seguintes critérios:

Esses critérios são utilizados para classificar a probabilidade de ocorrência dos riscos, ajudando a identificar quais fatores exigem mais atenção.

3.5 Matriz de Risco NR-01

Utilizando a matriz NR-01, combinam-se as médias de gravidade e probabilidade para gerar a classificação final do risco para cada setor: Baixo · Médio · Alto · Crítico.

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4. Fluxo de Aplicação do DRPS

A aplicação do DRPS seguiu fluxo técnico estruturado, garantindo consistência metodológica, confidencialidade das informações e adequação às diretrizes do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.

1
Alinhamento
Reunião com RH; definição de setores e período
2
Aplicação
Questionário digital anônimo · 50 questões
3
Análise Quanti
Cálculo de médias e classificação de gravidade
4
Análise Quali
Entrevista técnica com RH pelo Implementador NR-1
5
Relatório
Matriz NR-01 e recomendações priorizadas

A excelência da metodologia aplicada no DRPS fundamenta-se na integração estruturada entre análise quantitativa e qualitativa, alinhada às diretrizes da NR-01. A utilização da matriz de risco para classificação final assegura coerência com critérios normativos e favorece a priorização proporcional das intervenções.

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5. Análises e Resultados

Nível de Risco Geral
Médio
Média Geral (0–4)
1,79
Respondentes
28
Fator Crítico
D10 Sobrecarga

Sumário Executivo
O diagnóstico identificou nível de risco geral Médio na organização. O fator D10 (Excesso de demandas — Sobrecarga) apresentou o maior índice de gravidade, classificado como Crítico, correlacionado com relatos de jornadas prolongadas e acúmulo de funções. Os fatores D2 (Falta de suporte) e D6 (Baixo controle) também requerem atenção prioritária. Fatores protetivos foram identificados nos fatores D9 e D8, demonstrando resiliência organizacional nesses eixos.

Painel Resumo NR-01
TechMídia Soluções Ltda. · 01/06/2026 · 28 respondentes
Matriz de Risco
  • Baixo — 15%
  • Médio — 62%
  • Alto — 15%
  • Crítico — 8%
Crítico (8%)
D10 — Excesso de demandas / Sobrecarga
Alto (15%)
D2 — Falta de suporte/apoio
D6 — Baixo controle / Falta de autonomia
Médio (62%)
D1 Assédio · D3 Má gestão de mudanças · D4 Baixa clareza de papel
D5 Baixas recompensas · D7 Baixa justiça organizacional
D11 Maus relacionamentos · D12 Difícil comunicação · D13 Trabalho remoto
Baixo (15%)
D8 — Eventos violentos ou traumáticos
D9 — Baixa demanda / Subcarga
Gravidade Geral
  • Baixa — 8%
  • Média — 77%
  • Alta — 15%
Respondentes por Setor
  • TI — 43%
  • RH — 29%
  • Comercial — 14%
  • Financeiro — 14%
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DRPS — DIAGNÓSTICO DE RISCOS PSICOSSOCIAIS
Implementador NR-1: Giovana Tailani de Lima Ramos CRP: XX/XXXXX
IDENTIFICAÇÃO
CNPJ: 00.000.000/0001-00Data de Elaboração: 01/06/2026
Setor: Tecnologia da Informação
Funções: Analista de Sistemas, Desenvolvedor, Suporte Técnico
Quantidade de Trabalhadores na Função: 12Empresa: TechMídia Soluções Ltda.
Fatores de Risco Fontes Geradoras do Risco Gravidade Probabilidade Matriz Risco
Assédio de qualquer natureza no trabalhoCultura permissiva; ausência de canal de denúncia; liderança despreparada.MédiaMédiaMédio
Falta de suporte/apoio no trabalhoLiderança ausente; falta de escuta; RH pouco atuante.MédiaAltaAlto
Má gestão de mudanças organizacionaisComunicação inadequada; mudanças abruptas; instabilidade.MédiaMédiaMédio
Baixa clareza de papel/funçãoOrdens contraditórias; comunicação confusa; atribuições sobrepostas.MédiaMédiaMédio
Baixas recompensas e reconhecimentoAusência de feedback; foco exclusivo em metas.MédiaMédiaMédio
Baixo controle no trabalho / Falta de autonomiaMicrogestão; centralização de decisões; baixa confiança na equipe.MédiaAltaAlto
Baixa justiça organizacionalCritérios pouco transparentes; favorecimento; decisões pouco claras.MédiaMédiaMédio
Eventos violentos ou traumáticosFalta de protocolos de segurança; ausência de treinamento.BaixaBaixaBaixo
Baixa demanda no trabalho (Subcarga)Subutilização de competências; funções pouco desafiadoras.BaixaMédiaBaixo
Excesso de demandas (Sobrecarga)Metas irrealistas; equipe insuficiente; jornadas prolongadas; acúmulo de funções.AltaAltaCrítico
Maus relacionamentos no local de trabalhoComunicação agressiva; rivalidade interna; liderança despreparada.MédiaMédiaMédio
Trabalho em condições de difícil comunicaçãoTurnos desalinhados; distância física; fluxo de informação inadequado.MédiaMédiaMédio
Trabalho remoto e isoladoIsolamento social; falta de acompanhamento; comunicação exclusivamente digital.MédiaMédiaMédio
Análise Narrativa — Setor: Tecnologia da Informação

A análise das médias obtidas por eixo indicou que os fatores relacionados a excesso de demandas e baixo controle apresentaram maior nível de gravidade, classificados como Crítico e Alto respectivamente. Observou-se que tais resultados se correlacionam com relatos recorrentes de sobrecarga em períodos de entrega, identificados durante entrevistas técnicas. Os fatores relacionados a relacionamentos e comunicação apresentaram classificação média, sugerindo necessidade de monitoramento.

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5.1 Análises e Resultados

A seguir, apresentam-se os resultados obtidos no(s) setor(es) avaliado(s), com descrição integrada dos dados quantitativos e da análise qualitativa realizada.

Setor:
Número de respondentes:
Descrição sintética das funções avaliadas:

A análise das médias obtidas por eixo indicou que os fatores relacionados a   apresentaram maior nível de gravidade, classificados como  . Observou-se que tais resultados se correlacionam com relatos recorrentes de  , identificados durante entrevistas técnicas e/ou observação contextual.

Os fatores relacionados a   apresentaram classificação média, sugerindo necessidade de monitoramento e possíveis ajustes organizacionais.

No que se refere à probabilidade de ocorrência, a análise considerou a frequência dos relatos, a recorrência histórica de situações semelhantes e a existência (ou ausência) de medidas formais de controle. Constatou-se que   apresenta probabilidade classificada como  , implicando risco final classificado como   conforme matriz de risco.

De modo geral, verificou-se convergência entre os dados quantitativos do questionário e os achados qualitativos, especialmente no que se refere a  . Eventuais divergências observadas foram analisadas considerando fatores contextuais específicos do setor.

Observou-se ainda a presença de fatores protetivos relacionados a  , que podem atuar como elementos moderadores do risco, devendo ser fortalecidos nas estratégias de intervenção.

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6. Medidas de Prevenção e Recomendações Técnicas

Com base na classificação dos fatores de riscos psicossociais identificados, especialmente aqueles enquadrados como Alto ou Crítico, torna-se necessária a implementação de medidas preventivas proporcionais ao nível de exposição identificado.

Ordenadas por prioridade · Sujeitas à validação e ajuste do Implementador NR-1.

1
Revisão técnica do modelo de metas e redistribuição de carga — D10
Fator: D10 (Sobrecarga)  ·  Prazo: 30 dias  ·  Responsável: Diretoria / RH
Indicador de sucesso: Redução de 20% nas horas extras reportadas; satisfação média ≥7/10
Crítico
2
Programa de desenvolvimento de liderança e escuta ativa — D2/D6
Fator: D2, D6  ·  Prazo: 60 dias  ·  Responsável: RH
Indicador de sucesso: Avaliação de clima pós-treinamento ≥7/10 e redução de absenteísmo
Alto
3
Implementação de canal formal de escuta e denúncia — D1
Fator: D1  ·  Prazo: 90 dias  ·  Responsável: RH / Compliance
Indicador: Canal implantado e comunicado a 100% dos colaboradores
Médio

7. Conclusão

A análise realizada evidencia que os fatores de riscos psicossociais identificados na organização demandam atenção técnica proporcional à sua classificação final. Os riscos classificados como Alto ou Crítico requerem priorização de medidas estruturadas, com definição clara de respons